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Mercado

Tarifa fixa ou indexada: qual escolher na empresa?

A escolha não depende apenas do preço de hoje: depende da tolerância da empresa à variação e da forma como o contrato transforma o mercado numa fatura.

3 minutos de leitura

Por VUPA

Atualizado em

Conteúdo informativo. As condições contratuais e regras aplicáveis devem ser confirmadas na data da decisão.

Régua estável e linha variável representam tarifas fixa e indexada
Imagem editorial do guia — VUPA
01

Como funciona uma tarifa fixa

Uma tarifa fixa mantém a fórmula contratada durante o prazo indicado, oferecendo maior previsibilidade. Confirme que componentes ficam fixas e quais podem mudar por decisão regulatória ou fiscal.

02

Como funciona uma tarifa indexada

Numa oferta indexada, o preço acompanha uma referência de mercado segundo uma fórmula. Analise o índice, a margem do comercializador, a periodicidade e eventuais limites.

03

Qual se adapta à empresa

Empresas que valorizam orçamento estável podem preferir previsibilidade. Quem aceita variação e acompanha o mercado pode avaliar indexação. Compare cenários, não apenas um mês.

  • Simule meses de mercado alto e baixo.
  • Confirme fidelização e saída.
  • Compare sempre potência e serviços.
04

Pedir a fórmula completa de uma oferta indexada

Uma referência ao mercado grossista não descreve, por si só, o preço final. Peça a fórmula contratual, a periodicidade de atualização e a identificação de todas as parcelas. Confirme se os valores são apresentados por MWh ou por kWh: 100 € por MWh correspondem a 0,10 € por kWh, antes das restantes componentes.

Numa oferta fixa, verifique durante quanto tempo o preço é fixo e que componentes podem ser atualizadas. O nome comercial do produto não substitui as condições. Compare as duas modalidades usando o mesmo fornecimento e inclua as regras de saída, eventuais serviços e a forma como alterações de preço são comunicadas.

05

Avaliar o impacto no orçamento

Escolha pelo menos três valores para o custo unitário e calcule a parcela de energia em cada um. No exemplo, os valores baixo, intermédio e alto são cenários inventados, não previsões. A diferença de 42,00 € entre os extremos corresponde apenas à energia de 600 kWh; potência, impostos e outros encargos ainda têm de ser acrescentados.

A utilidade do exercício está em perceber a margem do orçamento. Um consumo maior amplia a exposição ao preço variável. Se o contrato usa valores por horário, um preço médio simples também pode não representar o custo do seu perfil: o momento em que consome faz parte do cálculo.

Exemplo explicado

Três cenários para a parcela de energia

Exemplo fictício, sem caráter de previsão: 600 kWh no mesmo período. Exclui potência, impostos, contribuições, margens não incluídas no preço indicado e serviços.

Deslize a tabela para ver todas as colunas.

CenárioPreço assumidoEnergia no período
Baixo0,11 €/kWh66,00 €
Intermédio0,14 €/kWh84,00 €
Alto0,18 €/kWh108,00 €

Use a fórmula da proposta real para substituir estes valores e avaliar a variação que consegue acomodar. O cenário intermédio não é um preço esperado.

Lista de verificação

Antes de decidir

  • Fórmula de preço identificada
  • Margem comercial confirmada
  • Cenários de variação simulados
  • Prazo e saída revistos

Resposta rápida

Perguntas frequentes

Uma tarifa indexada é sempre mais barata?

Não. Pode beneficiar de períodos de mercado baixo, mas também subir. O resultado depende da fórmula, margens, consumo e evolução do mercado.

Fontes para confirmar

Consulte sempre informação oficial e as condições concretas da proposta.

Veja também como calculamos as estimativas e como comparar uma fatura.

Da leitura à decisão

Agora, compare a sua fatura.

Uma fatura é suficiente para descobrir quanto pode poupar.

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